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04/10/2017 - Planta ameaça a produção de soja



Grãos de soja “esquecidos” durante a colheita germinam e se desenvolvem, transformando-se em agentes hospedeiros da ferrugem asiática. Em Rondônia, a exemplo de outros Estados, a situação também preocupa, porque ameaça a produção de soja. Segundo o agrônomo João Paulo Souza Quaresma, coordenador de pragas da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron), o problema tem sido mais frequente nas safrinhas, em áreas cultivadas nas macrorregiões de Ariquemes e Vilhena.


“A ferrugem é um fungo biotrófico que precisa de hospedeiro vivo para proliferar-se, passando de uma safra para a outra”, alerta. Por conta disso, ele informa que o vazio sanitário é fundamental porque permite a eliminação dessas plantas chamadas guaxas, ou tigueras, que servem de abrigo e de alimento para o fungo.


No entanto, conforme observa João Paulo Quaresma, a ação do produtor é de fundamental importância para evitar que a safra de soja seja ameaçada pelas plantas tigueras. O agrônomo informa que o surgimento do problema no final do ciclo facilita o controle, mas dificulta quando acontece no início do plantio porque prejudica o desenvolvimento da cultura e diminui a produção.


“Mesmo durante o vazio sanitário, cabe ao produtor monitorar as áreas e destruir as plantas hospedeiras da ferrugem”, salienta o coordenador de pragas da Idaron, informando que, mesmo com a incidência do problema no Estado, a produção de soja não tem sido prejudicada. “A Idaron tem feito um trabalho preventivo nas regiões produtoras de soja em Rondônia, orientando os produtores rurais para que estejam sempre muito atentos”, diz.


O relato precoce da ferrugem em plantas “guaxas” (planta que nasce espontaneamente nas lavouras ou estradas) reforça a necessidade de constante monitoramento da doença. E com o final do vazio sanitário e o início da semeadura da soja, os agricultores precisam manejar adequadamente a ferrugem asiática da soja, a mais severa doença da cultura. A infecção da ferrugem asiática é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi que provoca desfolha precoce, compromete a formação, o desenvolvimento de vagens e o peso final do grão. A manutenção dessas plantas serve de ‘ponte verde’ entre uma safra e outra e leva para o novo ciclo toda a pressão fitossanitária da temporada anterior. A ‘ponte verde’ é a sequência ininterrupta de lavouras, que beneficia a incidência de pragas, que multiplicando-se sem interrupção.




Fonte: Diário da Amazônia

Foto: Divulgação