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11/10/2017 - Safra brasileira será chave para preços



Uma análise divulgada pela consultoria INTL FCStone diz que os baixos preços de milho pode ser revertido dependendo da nova safra da América do Sul. Para o Brasil, a consultoria aponta uma redução de 10% da área do cereal e uma derrubada de 20% no volume da produção. No caso da Argentina, é previsto um crescimento de 6% da superfície.


O andamento do plantio no Rio Grande do Sul é considerado favorável, mas o tempo de seco nas regiões centrais do país está gerando atrasos que podem reduzir ainda mais a área.


“Mesmo com essa queda importante esperada para a primeira safra de milho no Brasil, os preços domésticos não estão encontrando força para subir”, avalia a analista de mercado da INTL FCStone, Ana Luiza Lodi. Com a melhora do mercado externo, a consultoria coloca a previsão de estoques finais em 20 milhões de toneladas do cereal.


Para a soja, a consultoria prevê movimentos limitados nos preços. A ausência de chuvas no Mato Grosso e no Paraná geraram importantes atrasos no plantio da oleaginosa. Já na Argentina, há atraso devido ao excesso de água. “Algumas localidades estão com atraso no plantio neste período inicial, contudo, ainda sem maiores perdas”, analisa a FCStone. A consultoria ainda destaca que a safra que começa terá efeito de La Niña de baixa intensidade no final do ano, com clima seco na região Sul do Brasil.




Fonte: Agrolink

Foto: Cropchem