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29/10/2008 - Aranhas que poupam maridos e comem pretendentes têm filhos mais fortes



Os cientistas afirmam que o estudo é o primeiro experimento natural a provar um antigo folclore sobre determinadas aranhas e a estabelecer por que esse comportamento pode ser positivo.


Agora sabemos que, ao menos em uma espécie, o canibalismo que beneficia as fêmeas ocorre de fato na natureza, diz Jordi Moya-Larano, que liderou o estudo.


As tarântulas-do-mediterrâneo utilizadas na pesquisa não comeram seus parceiros sexuais, mas sim outros machos que estavam por perto. Isso acontecia antes da corte e também após a cópula com o indivíduo eleito.


Estudos anteriores sugeriam que machos se sacrificavam pelo bem de sua prole, mas esta pesquisa mostra que, ao menos nessa espécie, eles são simplesmente vítimas azaradas.


Em condições naturais, cerca de um terço das fêmeas se alimentaram de um macho, afirmaram os especialistas na publicação PLoS One.


Mostramos que as fêmeas se beneficiam dessa canibalização ao procriar mais cedo, produzir 30% mais filhotes por bolsa de ovos e gerar uma prole com melhores condições físicas, continuam os pesquisadores. Os filhotes delas se dispersaram mais cedo e eram maiores do que os das fêmeas que não tinham esse comportamento.




Fonte: BOL Ciência - 22/10/2008

Foto: Reuters