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09/12/2009 - Perigo sobre oito patas



Comuns em áreas urbanas, as aranhas-marrons não são vizinhas bem-vindas. Elas se escondem em qualquer canto da casa, no meio das roupas e nas frestas das calçadas e picam os incautos. Na hora quase não se nota, mas 24 horas depois pode surgir uma necrose em volta do local picado. Em casos mais graves, o veneno destrói células do sangue e pode causar falência dos rins, levando à morte.


Em colaboração com pesquisadores franceses, um grupo da Universidade Federal de Minas Gerais, liderado pelo bioquímico Carlos Olórtegui, encontrou uma proteína que estimula o sistema imunológico a combater o veneno da aranha-marrom Loxosceles intermedia – comum nas regiões Sul e Sudeste do país.


Com base nessa descoberta, publicada na Toxicon, o grupo produziu uma proteína sintética e verificou seu efeito imunizante em testes com camundongos e coelhos. Depois de imunizados, os camundongos resistiram a doses letais do veneno da aranha e os coelhos não sofreram necrose da pele quando expostos à proteína rLiD1 do veneno da aranha.


PREVENÇÃO CONTRA PICADAS


A aranha provoca acidentes quando comprimida, deste modo, é comum o acidente ocorrer enquanto o individuo está dormindo ou se vestindo, sendo o tronco, abdome, coxa e braço os locais de picada mais comuns. Algumas dicas para se prevenir contra a picada são:


- Verificar as roupas e sapatos antes de usá-los;

- Manter o gramado e jardim limpo e aparado próximo as residências.

- Realizar limpeza sistemática da residência, principalmente atrás de móveis, quadros e objetos onde as aranhas possam se esconder.


Em caso de acidente com aranha marrom, o individuo deve dirigir-se imediatamente para um hospital ou posto de saúde, pois é necessário receber o soro antiaracnídeo.




Fonte: Revista Pesquisa Fapesp nº 165 / Pragas On-line

Foto: Revista Pesquisa Fapesp