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27/07/2016 - Tem medo de aranhas? Então elas podem parecer maiores para você



Se você tem medo de aranhas, elas podem ficar ainda maiores na sua frente. É isso mesmo que você leu, mas elas só são maiores na sua cabeça. Em estudo publicado no periódico Biological Psychology, cientistas apontaram que pessoas com aracnofobia tendem a ver aranhas em tamanho maior do que as pessoas que não sofrem deste medo.


O estudo primeiramente indica que todos os indivíduos que participaram da pesquisa acharam as aranhas desagradáveis. O curioso é que quem tinha clara aracnofobia apresentou tendência a exagerar no tamanho do animal à frente.


A ideia do estudo surgiu de uma experiência real entre um pesquisador e um aluno da Ben-Gurion University, de Israel: um viu uma aranha gigante, enquanto outro considerou ela pequena. Foi então que um experimento foi colocado em prática para entender se a divergência era algo real em nossos cérebros.


Os cientistas deram a 80 alunas um questionário para avaliar o nível de aracnofobia. Apenas as meninas com os níveis mais altos e com os mais baixos seguiram adiante na pesquisa.


Emoções influenciam nas imagens percebidas


O teste seguinte foi feito com um computador, que tinha uma escala de tamanho com a foto de um mosquito em uma ponta e a de uma ovelha em outra. O programa mostrava fotos de pássaros, borboletas e aranhas para cada aluna apontar o tamanho do anima na escala e dizer se achava a foto desagradável ou não.


Neste processo, descobriu-se que apenas os estudantes com maior temor dos aracnídeos superestimaram o tamanho das aranhas. O teste foi repetido com outros animais considerados temidos e desagradáveis, mas o padrão de aumentar o tamanho foi observado apenas para as aranhas.


O estudo comprovou que emoções podem influenciar no que vemos, mas deixa uma dúvida: é o medo que influencia o tamanho do animal visto ou é a diferença de tamanho visto que aumenta o medo do animal? Pelo menos agora você já sabe: se vir uma aranha e tiver medo dela, talvez ela não seja tão grande quanto seu cérebro percebe.




Fonte: BOL Notícias - 2016

Foto: Australian Reptile Park