Pragas Urbanas

Formiga Acrobática

  • Introdução
  • Biologia
  • Prevenção
  • Controle
  • Curiosidades
  • Destaques

As formigas são insetos sociais que vivem juntos em colônias. Pertencem à Ordem Hymenoptera, mesmo grupo em que se encontram as vespas e abelhas. Existem várias famílias de vespas e várias de abelhas, no entanto todas as formigas estão agrupadas em uma única família, a família Formicidae.


Mesmo assim, as diferenças de biologia e comportamento entre as diferentes espécies de formigas são acentuadas, variando desde a formiga doméstica, comum de se encontrar dentro de residências, infestando áreas alimentares, até em hospitais, contaminando soro fisiológico e outros equipamentos até a formiga eminentemente rural, especializada em cortar folhas e outras partes vegetais para garantir a sua sobrevivência.


Para entender melhor a diferença entre cada uma destas formigas e podermos traçar um plano de ação consistente para o seu controle, necessitamos conhecer a biologia e comportamento das formigas.




Texto publicado com autorização da Dra. Ana Eugênia C. Farinha, Pesquisadora do Instituto Biológico de São Paulo.

FORMIGA ACROBÁTICA - (Crematogaster spp)


Identificação


As espécies variam muito em tamanho, mas as operárias de uma mesma espécie são monomórficas. A cintura possui dois nós. A coloração varia de acordo com a espécie, mas normalmente são escuras. De perfil, a cintura ata-se à porção superior do gáster que tem forma de coração. O mesossoma possui um par de espinhos. A antena possui 12 segmentos.


Aspectos Biológicos


O nome da formiga acrobática se refere ao hábito destas formigas elevarem o gáster sobre o mesossoma quando a operária ou a colônia são perturbadas. As colônias não são muito grandes e geralmente contém uma única rainha. Não se conhece muito sobre sua biologia. As operárias podem picar dolorosamente. Alimentam-se de todo tipo de comida, tanto doces quanto ricos em proteína. Novas colônias são formadas por vôo nupcial.


Onde encontrar seus Ninhos


Pode ser encontrada tanto dentro quanto fora das construções. Nidificam dentro de batentes de portas e guarnições de janelas quando dentro das edificações. No campo são encontradas sob cascas de árvores e troncos caídos.




FORMIGAS


As formigas são insetos sociais que vivem juntos em colônias. Pertencem à Ordem Hymenoptera, mesmo grupo em que se encontram as vespas e abelhas. Existem várias famílias de vespas e várias de abelhas, no entanto todas as formigas estão agrupadas em uma única família, a família Formicidae.


Podemos reconhecer uma formiga dos outros himenópteros pela presença de uma antena em forma de cotovelo, e pela presença de uma cintura, que pode ter um ou dois segmentos, também chamados de nós.




CLASSIFICAÇÃO


Reino: Animal

Filo: Arthropoda

Classe: Insecta

Ordem: Hymenoptera


Estes insetos distribuem-se por todos os continentes com exceção dos pólos. Estima-se que existam por volta de 18.000 espécies de formigas sendo que 10.000 já foram descritas. No Brasil ocorrem aproximadamente 2.000 espécies sendo que somente de 20 a 30 são consideradas pragas. As demais são extremamente benéficas. Elas dispersam sementes contribuindo para o reflorestamento de muitos ecossistemas, como o Cerrado, a Mata Atlântica, a Caatinga e os Campos; promovem a germinação das sementes, pois removem a polpa dos frutos; fazem a poda de algumas plantas promovendo seu crescimento vegetativo; exercem importante papel na aeração do solo; incorporam matéria orgânica à terra tornando-a fértil; são predadoras de diversos artrópodes, muitos deles pragas agrícolas, além de serem predadoras de outras espécies de formigas.




VIDA SOCIAL


Todas as espécies de formigas são verdadeiramente sociais ou eusociais, assim como os cupins. Por outro lado, nem todas as espécies de vespas e abelhas são verdadeiramente sociais; algumas possuem hábito solitário. Um inseto é denominado social ou eusocial pela sobreposição de gerações, pela divisão de tarefas e pelo cuidado com a prole. A divisão de tarefas está associada com a presença de diferentes castas dentro da colônia. Existem a casta das operárias e a casta dos reprodutivos (rainhas e machos).


As operárias são as formigas que estamos acostumados a ver. Elas são todas fêmeas, não possuem asas e são estéreis; desempenham ainda todas as funções dentro da colônia que também é chamada de formigueiro. Dentre estas funções citam-se: escavação e limpeza do ninho, procura de alimento, também chamada de forrageamento, alimentação das larvas e rainha(s), alimentação de outras operárias, defesa da colônia, etc. As operárias vivem de dois a três meses e durante toda sua vida trabalham em prol da colônia.


Em algumas espécies de formigas podemos observar, dentro da casta de operárias, indivíduos com a cabeça desproporcionalmente maior e de tamanho mais avantajado em relação as outras operárias. Estas operárias são denominadas soldados e possuem a função de proteger a colônia de inimigos. Apesar de terem este nome são também fêmeas.


Quando ocorre diferenciação de tamanho e forma no corpo das operárias de formigas diz-se que a espécie é polimórfica. Quando as operárias são do mesmo tamanho são chamadas de monomórficas.


Em algumas épocas do ano colônias maduras produzem um grande número de indivíduos alados conhecidos como reprodutores. Muitas vezes os reprodutores são confundidos com os siriris e aleluias que são cupins. As formigas aladas podem então ser diferenciadas dos cupins comparando-se algumas estruturas. As formigas apresentam cintura enquanto os cupins apresentam a mesma largura do corpo, do começo ao fim. Tanto as formigas quanto os cupins têm quatro asas, porém, nas formigas as asas anteriores são maiores que as posteriores enquanto nos cupins todas as quatro asas são do mesmo tamanho. Finalmente as antenas das formigas têm forma de cotovelo, enquanto as dos cupins são retas.


A casta dos reprodutores é caracterizada pelas rainhas e machos. As rainhas são responsáveis pela postura dos ovos e são os maiores indivíduos da colônia; possuem asas para fazer o vôo nupcial, isto é, para o encontro com os machos, cuja cópula ocorre em pleno vôo. Uma vez fecundadas elas procuram um local adequado para fundar um novo ninho e, nesta fase, cortam as asas com as mandíbulas e auxílio das pernas posteriores. Na maioria das espécies de formigas apenas uma rainha é encontrada dentro da colônia e uma vez morta, o formigueiro também morre. Neste caso a espécie é denominada monogínica, com a presença de somente uma rainha fecundada. Entretanto em algumas espécies, especialmente as domésticas, várias rainhas fecundadas podem ocorrer dentro de um único formigueiro. Neste caso a colônia é poligínica, isto é, com várias rainhas. A longevidade da rainha é longa. Rainhas de saúvas podem viver até vinte anos, enquanto rainhas de formigas domésticas vivem aproximadamente 2 a 4 anos.


Os machos também são alados, porém são menores que as rainhas. Sua função é unicamente reprodutiva e têm vida curta.


A identificação é feita observando-se as operárias. O corpo de uma formiga é dividido em cabeça, mesossoma, cintura e gáster. O mesossoma corresponde ao tórax dos outros insetos e o gáster ao abdômen. As características principais para identificar um gênero de formiga são o número de nós na cintura (um ou dois) e o número de segmentos nas antenas. As cores variam muito dentre as espécies e não são uma boa característica de identificação.




CICLO DE VIDA


As formigas apresentam metamorfose completa isto é, as fases de desenvolvimento passam pelo ovo, larva, pupa e adulto. Os ovos são de tamanho microscópico e por isso, difíceis de serem visualizados a olho nu. As larvas, que não possuem pernas e são de coloração esbranquiçada, passam por vários estágios que também são denominados ínstares. O número de ínstares pode variar de 3 a 5. Uma larva eclode de cada ovo sendo esta bastante pequena neste estágio. Após alguns dias, dependendo da quantidade de alimento que a larva recebe e da temperatura, a larva sofre muda, isto é, troca de pele e passa para um segundo estágio, um pouco maior que o primeiro. Neste período é que ocorre o crescimento do inseto. Após o último estágio a larva pára de se alimentar e entra em um estágio denominado pupa. Algumas espécies de formigas apresentam uma pupa coberta por um casulo de seda, enquanto outras assemelham-se com o adulto, porém com a cor branca. Neste estágio a formiga além de não se alimentar, também não anda. Depois do estágio de pupa emerge a formiga adulta que são as formigas que vemos andando por todo lado. Rainhas e machos nascem também da mesma maneira. Uma vez atingindo a fase adulta a formiga não mais crescerá.




FORMAÇÃO DE UMA NOVA COLÔNIA


A fundação de uma nova colônia pode se dar pelo vôo nupcial ou pela fragmentação da colônia. Ocorre vôo nupcial quando a colônia já é madura. Rainhas e machos partem de diferentes colônias e copulam em pleno vôo. A rainha pode copular com até 8 machos, dependendo da espécie. Apesar de milhares a milhões de indivíduos saírem para o vôo nupcial a maior parte irá morrer pois outros animais poderão comê-los, por condições climáticas adversas ou simplesmente porque as rainhas não encontrarão local adequado para iniciar um novo ninho. Caso a rainha tenha sucesso e encontre um local adequado, ela irá escavar uma pequena câmara e se fechará nela para sempre. Esta rainha iniciará a postura dos primeiros ovos onde eclodirão as primeiras larvas. A rainha irá alimentá-las então depositando ovos especiais de tamanho maior denominados ovos de alimentação ou ovos tróficos. Assim que as primeiras operárias emergirem estas irão abrir a câmara e iniciar o processo de procura de alimento para alimentar as larvas recém eclodidas e a rainha. Enquanto a rainha estiver no período de fundação da colônia ela sobreviverá do metabolismo dos músculos alares que serão transformados em energia para a sobrevivência da rainha. Além disso, enquanto ela esteve sendo alimentada em sua colônia de origem, armazenou energia suficiente para sobreviver o período de fundação.


A fundação de uma nova colônia através da fragmentação ocorre também quando a densidade populacional da colônia está bastante alta. A fragmentação ocorre naquelas espécies de formigas que são poligínicas, isto é, possuem várias rainhas inseminadas dentro de uma única colônia. Rainhas, e operárias com crias partem para novos locais e fundam ali uma nova colônia. A fragmentação pode ocorrer naturalmente ou pode ser induzida quando ocorre aumento excessivo de temperatura e umidade, ou na presença de substâncias repelentes como substâncias químicas (inseticidas).




FORMIGAS DOMÉSTICAS


As construções possuem muitos locais favoráveis para que as formigas façam seus ninhos. Os locais preferidos são atrás de paredes, armários, tomadas elétricas, conduítes de eletricidade, dentro de batentes e portas de janelas, frestas nas calçadas, roda-pés e até mesmo dentro de aparelhos eletrônicos. A maioria destes locais é escondida tornando difícil sua localização.


Muitas espécies que ocorrem dentro de ambientes domiciliares são exóticas, isto é, são de outros países. Elas chegaram ao nosso país através do comércio, meio pelo qual a maioria das pragas são disseminadas. Da mesma forma que importamos formigas, o Brasil foi responsável por exportar formigas lava-pés para os Estados Unidos. Atualmente eles gastam milhões de dólares por ano na tentativa de controlar este inseto.


A maioria das formigas que ocorre no ambiente doméstico é poligínica, isto é, possui mais de uma rainha inseminada dentro do ninho. Elas reproduzem-se tanto por vôo nupcial quanto por fragmentação. Algumas utilizam somente o último método de fundação de novas colônias, não ocorrendo mais o vôo nupcial. Elas são muito agressivas com outras espécies o que faz com que, muitas vezes, ocorra a presença de uma única espécie dentro de um edifício de vários andares, pois impedem a entrada de outras espécies de formigas. Apesar de serem agressivas com outras espécies elas apresentam pouca agressividade quando ninhos da mesma espécie ocorrem em uma mesma área. Uma característica destas formigas, além das acima citadas, é a facilidade com que mudam o ninho de lugar. Isto faz com que ocupem rapidamente novos lugares dificultando seu controle.



Problemas relacionados com a presença das formigas domésticas


Em primeiro lugar as formigas domésticas causam incômodo, pois atacam alimentos deixados sobre mesas, pias e dentro de armários. Algumas podem picar e a picada pode ser dolorida e dependendo da sensibilidade da pessoa, causar alergias. Em segundo lugar elas podem danificar aparelhos eletrônicos, pois fazem seus ninhos dentro deles podendo ocasionar curto-circuitos.


O problema aumenta quando as formigas ocorrem dentro dos hospitais. Por serem muito pequenas, elas têm acesso a locais proibidos como UTIs, centros cirúrgicos e berçários. Passeiam sobre materiais esterilizados podendo contaminá-los, pois elas carregam bactérias em seus corpos. Freqüentam enfermarias e quartos de pacientes andando sobre ferimentos e veiculando microrganismos. Desta forma são importantes na infecção hospitalar.




Texto publicado com autorização da Dra. Ana Eugênia C. Farinha, Pesquisadora do Instituto Biológico de São Paulo.

Para prevenir o ataque das formigas caseiras, deixar o ambiente o mais limpo possível, consertar falhas nas estruturas, como rachaduras nas paredes e frestas em azulejos. Para que elas não cheguem nos açucareiros, pode-se fazer um sachê com gaze ou qualquer outro tecido de malha fina e colocar lá dentro alguns cravos-da-índia. As formigas odeiam o seu cheiro.


Utilizar inseticidas em spray não dá bom resultado, pois as espécies de formigas urbanas possuem ninhos com milhares de operárias (formigas que trabalham), dezenas de rainhas (que botam ovos) e cria (ovos, larvas e pupas) e, quando percebem o cheiro do inseticida, tratam de fugir para um local bem seguro, dividindo a colônia em vários pedaços e piorando a infestação.




Texto publicado com autorização da Dra. Ana Eugênia C. Farinha, Pesquisadora do Instituto Biológico de São Paulo.

Existem vários métodos de controle das formigas. São eles:


Controle Mecânico:

Este tipo de controle somente é viável quando o formigueiro ainda é jovem. Consiste na retirada do ninho escavando-se o local até encontrar a(s) panela(s) de fungo juntamente com a rainha. É um controle efetivo principalmente quando a área infestada é pequena.


Controle Químico:

O controle químico pode ser efetuado por meio de iscas granuladas, pós secos, líquidos termonebulizáveis ou gases liquefeitos.


Iscas Granuladas:

São de fácil utilização consistindo de pequenos pedaços de substrato (peletes) com substâncias muito atrativas às formigas impregnados com um ingrediente ativo tóxico (inseticida). Sua eficiência depende na correta aplicação e na eficiência do ingrediente ativo nela contido.


As iscas mais eficientes são aquelas que possuem ingrediente ativo de ação lenta, pois não matam as formigas por contato, possibilitando que as carreguem para dentro do formigueiro sendo distribuída por todo o fungo.


As iscas oferecem segurança para o aplicador e permitem que o controle seja realizado em áreas de difícil acesso. Durante a aplicação as iscas não devem ser manuseadas, pois as formigas perceberão cheiros estranhos e as rejeitarão. Sua utilização não deve ser realizada em dias chuvosos e solos úmidos.


Pós secos:

Os formicidas formulados em pós secos são aplicados diretamente dentro do formigueiro por meio de polvilhadeiras (bombas insufladoras de pó). A aplicação tem mais sucesso quando feita em terrenos secos. Terrenos úmidos dificultam a penetração do pó. Em ninhos muito antigos, cujas panelas geralmente são muito profundas a eficiência desta formulação é limitada.


Líqüidos Termonebulizáveis:

Consiste na introdução de inseticida liquido diretamente nos olheiros do formigueiro por meio de aparelhos que produzem fumaça tóxica. O inseticida utilizado deve ter ação rápida e agir por contato. Este método é encarecido devido a aparelhagem e mão-de-obra especializada.


Gases liquefeitos

São gases comprimidos em embalagens apropriadas que serão liberados diretamente no interior de olheiros por meio de mangueiras adaptadas a uma válvula de saída.




PRODUTOS DE USO PROFISSIONAL INDICADO PARA O CONTROLE:


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Texto publicado com autorização da Dra. Ana Eugênia C. Farinha, Pesquisadora do Instituto Biológico de São Paulo.

PETISCOS DELICIOSOS

Em algumas regiões do Brasil o povo utiliza a içá ou tanajura para preparar petiscos que são preparadas de diversas maneiras – torradas como amendoim, assadas, em paçoca com farinha de mandioca ou de milho, etc.


ALIMENTO DE PERDER A CABEÇA

Alguns índios, em época de escassez de alimento, comem soldados e operárias da saúva. Comem somente a cabeça jogando o corpo fora.


QUANDO O SEXO EXIGE DEMAIS...

Para os Índios, o comer formigas está relacionado a certos ritos: Entre os índios Uananas, as moças, durante a segunda iniciação (quando estão aptas para a fecundação) são recolhidas ao jejuário durante duas luas. Durante a primeira lua elas se alimentam somente de ovos de caba e beiju, em pequena quantidade, e durante a Segunda de maniuara (saúva) (Amorim, Lendas, p. 54 apud Lenko & Papavero, 1996).


SER PAI É PADECER NO PARAÍSO

Entre os Índios Tucano (Giacone, 1949: 15), quando nasce uma criança, o pai deita-se na rede por três dias e submete-se ao seguinte regime: só comerá três vezes ao dia – Mecká – formigas saúvas; Depótina –formigas saúvas de cabeça grande; e Iamicá – formigas grandes e gordas, maiores do que os cupins; ao anoitecer tomará manicuera e farinha com água ou mingau de tapioca. Ecká, depótina e iamicá, neste caso, designam períodos de tempo e não formigas.


PARA TODOS OS MALES

Em Barueri (SP), o povo usa infusão de saúva em cachaça para esfregar em partesdo corpo atacadas por reumatismo; a içá comida é considerada como afrodisíaco (Lenko & Papávero, 1996).


Saúvas podem ser utilizadas na suturação de feridas – Os Índios da Guiana coletam soldados de saúvas, aplicam suas mandíbulas aos lábios da ferida, que são mantidos juntos. As formigas mordem, seus corpos são arrancados, e a fileira de mandíbula permanece até que a ferida cicatrize (Lenko & Papávero, 1996).


SOU MACHO, DE MACHUCADO

A tocandira (Paraponera clavata) é uma formiga grande, cerca de 22 mm de comprimento e extremamente agressiva. Sua picada é tão dolorosa que faz um homem rolar no chão de tanta dor, que pode durar até 20 horas. Algumas tribos de índios empregam as picadas de tocandiras em cerimônias de iniciação e como prova da virilidade de candidatos ao casamento. Meninos de oito a nove anos são vestidos com mangas de algodão, que possam ser amarradas pela parte de cima e pela de baixo. As formigas são colocadas dentro que picam os garotos. O menino é então levado para ser cuidado pelas mulheres. Assim que se recupera o ritual se repete. Esta cerimônia é continuada até a idade de quatorze anos, quando o rapaz aprende a suportar a dor, sem dar sinal de sofrimento, visto que se acha emancipado e pode casar-se.




Texto publicado com autorização da Dra. Ana Eugênia C. Farinha, Pesquisadora do Instituto Biológico de São Paulo.

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