Pragas Urbanas

Mosca Varejeira

  • Introdução
  • Biologia
  • Prevenção
  • Controle
  • Destaques

As moscas pertencem à Ordem Diptera e possuem apenas um par de asas membranosas correspondente às asas anteriores, daí o nome da ordem (di = duas, ptera = asas). O par posterior transformou-se em duas estruturas, de tamanho reduzido, chamadas de halteres ou balancins, os quais dão equilíbrio ao inseto durante o vôo. Os dípteros pertencem a um dos quatro maiores grupos de organismos vivos existindo mais moscas do que vertebrados. Não ocorrem somente nas regiões ártica e antártica. Os dípteros apresentam metamorfose completa, isto é, apresentam as fases de ovo, larva, pupa e adulto.


Conhece-se aproximadamente 120.000 espécies de dípteros e estima-se que existam mais 1 milhão de espécies viventes. Estas espécies estão divididas em 188 famílias e aproximadamente 10.000 gêneros, sendo que por volta de 3.125 espécies são conhecidos apenas por registros fósseis. O mais antigo destes data de 225 milhões de anos atrás.


Podemos reconhecer as moscas pela cabeça, nitidamente distinta e móvel, com dois grandes olhos facetados, isto é, como se fosse dividido em várias partes (facetas). Algumas moscas possuem o aparelho bucal com capacidade para absorver líquidos enquanto que em outras o aparelho bucal é do tipo picador.


Do ponto de vista benéfico alguns dípteros são importantes para o homem, tais como as espécies de Drosophila que são utilizadas como animais experimentais principalmente para estudos genéticos. Algumas espécies são utilizadas como agentes de controle biológico de plantas daninhas bem como de insetos pragas.


Algumas moscas são hematófagas, isto é, alimentam-se de sangue, como por exemplo, as mutucas, mosca-dos-estábulos, mosca-do-chifre, etc. Entretanto, algumas moscas, mesmo não sendo hematófagas, são muito importantes na sáude pública, como a mosca doméstica e a mosca varejeira. As primeiras atuam como transportadores mecânicos de agentes patogênicos (vírus, protozoários, bactérias, rickétsias e ovos de helmintos), as últimas causam as míiases, também conhecidas por bicheiras ou berne.


Moscas são muito comuns em áreas rurais e urbanas. No ambiente urbano algumas espécies adaptaram-se bem às condições criadas pelo homem, mantendo uma dependência chamada de sinantropia. Algumas espécies são altamente sinantrópicas, isto é, possuem grande adaptação ao ambiente urbanizado, enquanto outras são pouco sinantrópicas, ou seja, não apresentam tolerância ao processo de urbanização. Dentre as altamente sinantrópicas estão a mosca doméstica (Musca domestica), as moscas-dos-filtros (Telmatoscopus albipunctatus, Psychoda alternata, Psychoda cinerea, Psychoda satchelli), as mosquinhas (Drosophila spp.) e as moscas Chrysomya.

MOSCA VAREJEIRA


São várias as espécies de moscas chamadas de varejeiras. São as da família Calliphoridae, dos gêneros Chrysomya e Dermatobia.


As espécies de Chrysomya foram observadas pela primeira vez no Brasil em 1975. Desde então encontra-se distribuída em todo o país. São encontradas nos lixões, abatedouros, pocilgas e nas feiras livres, onde existe carne de peixe e frango expostas.


Alimentar-se de um produto onde pousaram estas moscas pode ocasionar doenças e parasitas intestinais, bem como poliomielite.


A mosca do berne (Dermatobia hominis) em muitas regiões do Brasil é chamada de mosca varejeira. Esta espécie causa no homem e animais as míiases, conhecidas como bicheiras. O adulto possui abdome azul metálico, tórax azul escuro e cabeça amarelada. Sua ocorrência é mais comum nas zonas rurais, próximo a florestas.


Os ovos podem ser depositados sobre outros dípteros e sobre animais ou o homem. A larva penetra na pele quando esta possui alguma ferida, sendo incapaz de penetrar na pele sã. A larva se alimenta das exsudações da ferida (pus e outras secreções). Uma vez madura a larva abandona o hospedeiro e cai no solo penetrando dentro da terra.


São vários os métodos para retirar a larva de dentro da pele do hospedeiro. Muitos utilizam toucinho, fumo de rolo, éter, clorofórmio. Estes métodos matam a larva que deve ser retirada espremendo-se o local afetado com os dedos.

Basicamente previne-se uma infestação de moscas adotando-se medidas culturais, tais como, colocação de telas em portas e janelas, manutenção do lixo em sacos plásticos ou latas de lixo bem fechadas, e manter os alimentos tampados são eficientes e indispensáveis.

Os métodos de controle de moscas consistem na adoção de medidas sanitárias visando a destruição dos criadouros ou das larvas, associadas ao controle dos adultos por vários processos mecânicos e químicos.


Os processos mecânicos de controle de adultos consistem na disposição de armadilhas que podem ou não conter inseticidas. As armadilhas luminosas são bastante utilizadas, principalmente em restaurantes e açougues. Elas são munidas de luz ultravioleta com um bom refletor que aumenta a emissão dos raios atraindo moscas em uma área maior. As armadilhas devem ser limpas periodicamente. Algumas armadilhas têm cola, onde as moscas ficam grudadas, algumas possuem grades onde os insetos morrem eletrocutados. O bastão pega-mosca é um outro tipo de armadilha que consiste em um tubo longo com cerca de 50 a 60 cm de comprimento que deve ser dependurado em local alto. As moscas pousam no bastão que possui uma camada de cola de onde não conseguem mais sair.


É comum observarmos em barracas de feiras livres que vendem carnes e locais onde se faz churrasco ao ar livre, saquinhos plásticos transparentes, com água, dependurados. Acredita-se que os raios solares que incidem no saquinho podem desorientar as moscas fazendo com que abandonem o local. Portanto os saquinhos não funcionam se colocados à sombra. No caso de manipulação de carne para churrasco esta deve ser realizada ao ar livre e os saquinhos devem ser dependurados em varais, sobre a mesa, para que os raios solares incidam sobre estes.


A palmatória é um instrumento conhecido de longa data pelos brasileiros. Consiste de um cabo longo de madeira, ou outro material resistente, com um plástico perfurado alargado em uma de suas extremidades. Deve-se utilizar a parte alargada acertando a mosca com força quando pousada.


Garrafas pega-moscas também podem ser utilizadas. Estas podem conter ou não inseticidas. Consistem de garrafas de plástico transparente com aberturas circulares próximas da parte superior. Estas aberturas devem ser largas o bastante para que as moscas entrem na garrafas mas não consigam sair. No fundo da garrafa pode-se adicionar iscas granuladas. Algumas garrafas são adquiridas em casas especializadas e contém feromônio sexual (muscalure).


Os métodos químicos consistem em aerossóis, iscas tóxicas, pulverizações residuais, e pulverizações espaciais.


Os aerossóis são facilmente encontrados em supermercados e são para pronto uso. Algumas precauções devem ser tomadas como: cuidado na direção do spray para que o jato de inseticida não caia no olho do aplicador, e não aplicar diretamente sobre chamas de fogão ou tomadas elétricas, pois podem ocasionar explosão ou incêndio.


As iscas tóxicas podem ser usadas no ambiente domiciliar. Existem no mercado iscas granuladas que devem ser dispostas nos locais onde ocorrem as moscas que são atraídas, alimentam-se e morrem por ingestão.


As pulverizações residuais e espaciais devem ser realizadas por pessoal profissional, desta forma, uma empresa de desinsetização deve ser contratada.




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