Pragas Urbanas

Mosquito Aedes

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Os mosquitos, também conhecidos por pernilongos, muriçocas, sovela, mosquito-prego ou carapanãs pertencem à Ordem Diptera e possuem apenas um par de asas membranosas correspondente às asas anteriores, daí o nome da ordem (di = duas, ptera = asas). São de grande importância na saúde pública, pois podem transmitir várias doenças, como a febre amarela, dengue, malária, alguns tipos de encefalite, filariose, etc. Os mosquitos são também grandes causadores de incômodo, sendo que muitas áreas de recreação deixam de ser utilizadas devido a presença destes insetos em determinadas épocas do ano.

MOSQUITOS AEDES


As espécies de Aedes mais importantes são listadas a seguir:


Aedes aegypti


Esta espécie é nativa da África e foi descrita originalmente no Egito. É uma das espécies responsáveis pela transmissão do dengue e febre amarela. O Aedes aegypti tem a cor escura e manchas brancas pelo corpo. febre amarela (arboviroses).


Utiliza recipientes artificiais com água parada para depositar seus ovos que são fixados acima do nível da água. Estes resistem a longos períodos de dessecação, o que permite que seja transportado facilmente de um local para o outro. Os locais onde normalmente são encontradas suas larvas são: pneus, pratos de vasos, latas, garrafas, caixa d’água e cisternas mal fechadas, latas, vidros, vasos de cemitério, piscinas, lagos e aquários abandonados, entre outros.


As fêmeas picam preferencialmente ao amanhecer e próximo ao crepúsculo, mas podem picar em qualquer hora do dia. Elas podem picar qualquer animal, mas o homem é o mais atacado. Esta espécie abandona o hospedeiro ao menor movimento, passando, desta forma, por vários hospedeiros disseminando-se assim a doença.



Aedes albopictus


Esta espécie foi descrita na Índia tendo sido introduzida no nosso país através do comércio. Foi descoberta no Brasil em 1986 nos Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Atualmente encontra-se distribuída em vários outros Estados. Diferentemente do Aedes aegypti, esta espécie não está tão relacionada com a atividade humana, distribuindo-se com facilidade no meio rural. A postura é realizada em criadouros naturais, tais como ocos de árvore cheios d’água, internódios de bambu, cascas de fruta, etc. Os ovos são depositados em poucas quantidades mas em diversos locais, o que facilita uma rápida dispersão. Também possui hábito diurno, assim como o Aedes aegypti.


O Aedes albopictus é vetor do dengue na Ásia, mas no Brasil ainda não existem provas de que possa estar veiculando a doença, já que não foram descobertos adultos nem larvas desta espécie em zonas de epidemia da doença.




MOSQUITOS


Classificação


Classe: Insecta

Ordem: Diptera

Família: Culicidae



Os verdadeiros mosquitos pertencem à família Culicidae. Sempre têm a tromba longa, maior do que a cabeça, e em geral pungitiva, capaz de perfurar a pele dos vertebrados para sugar o sangue. Três subfamílias (Toxorhynchitinae, Culicinae e Anophelinae) estão incluídas na família dos culicídeos. Nas duas últimas subfamílias estão incluídos os mosquitos que transmitem patógenos, isto é, responsáveis pela inoculação de vírus, helmintos e protozoários que causam doenças ao homem.


Para identificar um culicíneo de um anofelino deve-se observar a maneira como os adultos pousam no substrato. Os anofelinos pousam com o corpo e a probóscide (aparelho bucal) quase em ângulo reto com a superfície do substrato, enquanto os culicíneos pousam com o corpo quase paralelamente a este.


Dentre os anofelinos estão os mosquitos do gênero Anopheles, transmissores da malária, e nos culicíneos estão os do gênero Aedes transmissores do dengue e febre amarela e os do gênero Culex, responsáveis por doenças febris encefalites e, filariose.


Os adultos dos mosquitos têm os hábitos mais variáveis. Alimentam-se, em geral, de sangue, sendo a maioria hematófaga. Este hematofagismo obrigatório diz respeito apenas às fêmeas, visto que os machos se alimentam de suco de frutas e néctar das flores. A necessidade de sugar sangue é que resulta na transmissão de diversas moléstias.


Os mosquitos podem ser divididos em domésticos, semidomésticos e silvestres. Entre os domésticos, encontram-se os do gênero Aedes e Anopheles, que vivem nas residências urbanas, e suas larvas crescem nas águas paradas como vasos de flores, pneus velhos e calhas dos telhados. Os semidomésticos entram nas habitações para alimentar-se de sangue. Abrigam-se em ocos de pau, sob folhas, nas frestas das paredes, etc. Eles só atacam o homem quando este invade as matas. Algumas espécies do gênero Anopheles transmitem a febre amarela silvestre.


Os ovos são depositados na água e apresentam aspecto alongado, porém, na ausência desta, podem entrar em diapausa e sobreviver por períodos consideráveis. As larvas eclodem 30 a 40 horas após a postura dos ovos, em condições adequadas.


As larvas dos mosquitos são sempre encontradas na água e não possuem pernas nem asas. Em todas as espécies de mosquitos as larvas passam por 4 estágios (ínstares). Apesar de serem aquáticas, as larvas respiram sempre o oxigênio do ar, necessitando chegar à superfície da água. Algumas larvas apresentam uma estrutura denominada sifão respiratório, enquanto outras não. As que apresentam sifão situam-se quase que perpendiculares à superfície da água, enquanto aquelas desprovidas deste órgão dispõe-se horizontalmente à superfície. Esta característica permite uma rápida identificação do mosquito. As larvas dos anofelíneos não apresentam sifão respiratório enquanto as larvas dos culicíneos apresentam.


O aparelho bucal das larvas é do tipo mastigador-raspador e alimentam-se de microplâncton, que é constituído de bactérias, algas, rotíferos, esporos de fungos, entre outros materiais orgânicos.


As pupas, fase intermediária entre as larvas e o adulto, têm aspecto de vírgula. Nesta fase o mosquito não se alimenta e fica a maior parte do tempo parado em contato com a superfície da água. Quando a água é perturbada as pupas se mexem.

Evitar água parada.


Sempre que possível, esvaziar e escovar as paredes internas de recipientes que acumulam água.


Manter totalmente fechadas cisternas, caixas dágua e reservatórios provisórios tais como tambores e barris.


Furar pneus e guardá-los em locais protegidos das chuvas.


Guardar latas e garrafas emborcadas para não reter água.


Limpar periodicamente, calhas de telhados, marquises e rebaixos de banheiros e cozinhas, não permitindo o acúmulo de água.


Jogar quinzenalmente desinfetante nos ralos externos das edificações e nos internos pouco utilizados.


Drenar terrenos onde ocorra formação de poças.


Não acumular latas, pneus e garrafas.


Encher com areia ou pó de pedra poços desativados ou depressões de terreno.


Manter fossas sépticas em perfeito estado de conservação e funcionamento.


Colocar peixes barrigudinhos em charcos, lagoa ou água que não possa ser drenada.


Não despejar lixo em valas, valetas, margens de córregos e riachos, mantendo-os desobstruídos.


Manter permanentemente secos, subsolos e garagens.


Não cultivar plantas aquáticas.

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O termo Anopheles significa inútil, imprestável e foi criado por Meigen em 1818.


Em Londres, em 1736, era tal a quantidade de mosquitos que nuvem deles saíam dos telhados das casas, dando a impressão de fumaça de incêndios.


O primeiro estudo detalhado de mosquitos data de 1655, quando Robert Hooke estudou a biologia de Culex dissertatio.


Reamur, em 1738, publicou a Histoire des Cousins, sobre os mosquitos. Seus estudos foram tão complexos que pouco se publicou sobre o assunto durante quase um século.


Cada espécie de mosquito tem necessidades diferentes de quantidade de sangue para amadurecer os ovos, de modo que, enquanto alguns se contentam com um repasto, outros necessitam de quatro ou cinco.


A cópula do Aedes aegypti dura quatro a cinco segundos, sendo que ocorre em duas fases, em uma superfície e no ar.

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