Fui Mordido ou Picado por...?

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ABELHAS E VESPAS

ARANHAS

ESCORPIÕES

LACRAIAS

TATURANAS (LAGARTAS VENENOSAS)




ABELHAS E VESPAS


Os acidentes causados por picadas de abelhas e vespas apresentam reações dependendo da sensibilidade do indivíduo ao veneno e do número de picadas. O acidente mais freqüente é aquele no qual uma pessoa não que não é alérgica ao veneno, sofrem poucas picadas. Nestes casos, o quadro clínico limita-se à reação inflamatória local, dor e calor. Na maioria das vezes esta situação é resolvida sem a necessidade de levar a pessoa ao médico. A aplicação de gelo no local, imediatamente após a picada é extremamente eficiente.


Outra forma de apresentação clínica é aquela na qual a pessoa é alérgica a um ou mais componentes do veneno, e sofre uma reação alérgica imediata. É o caso mais grave, que pode ocorrer até mesmo por apenas uma picada é preciso levar a pessoa imediatamente ao hospital. A reação em geral se manifesta-se por choque anafilático.


Estas reações também podem acontecer até mesmo com pessoas que não são tão sensíveis ao veneno, mas recebem múltiplas picadas. Geralmente o acidente ocorre com as abelhas do gênero Apis, quando o doente é atacado por um enxame - em geral no campo. Nesse caso, a pessoa recebe uma grande quantidade de veneno, devido às múltiplas picadas, em geral centenas ou milhares, mas este tipo de acidente é raro.


Ao darem entrada no hospital os doentes em geral apresentam dor generalizada, coceira intensa e agitação.





ARANHAS


Acidente por Phoneutria (Aranha armadeira)

Os acidentes causados pelas picadas das aranhas do gênero Phoneutria, conhecidas por aranhas armadeiras, que se escondem nas residências e seus arredores, bananeiras e folhagens de jardim, causa dor local intensa. Em crianças é possível ocorrer choque anafilático após a picada. O choque anafilático é uma reação alérgica intensa que ocorre minutos após a exposição a uma substância causadora de alergia.


O acidentado deverá ser levado imediatamente para o hospital e se possível levando a aranha. O soro antiaracnídeo é sempre indicado quando houver o choque anafilático em crianças menores de sete anos de idade e adultos com dor persistente após o tratamento dos sintomas da picada.



Acidente por Lycosa (Aranha de jardim)

O acidente causado por aranhas do gênero Lycosa, conhecidas como aranhas de jardim, de grama ou tarântula, no ponto de vista clínico, em geral é pouco importante e o tratamento limita-se ao curativo local. Não há necessidade de soroterapia específica.



Acidente por Loxosceles (Aranha marrom)

Os acidentes causados pelas picadas de aranhas do gênero Loxosceles, conhecidas por aranha-marrom, precisa de atenção especial, e em geral, é um acidente grave.


A ação do veneno manifesta-se em torno de 12 a 24 horas após o acidente. O quadro clínico no local da picada caracteriza-se por inchaço e dor local parecida com queimadura. Em casos mais graves, a pessoa pode ter febre, mal-estar generalizado, bolhas, necrose (morte do tecido). A urina torna-se escura, cor de coca-cola.


O tratamento específico é feito com o soro antiaracnídeo e/ou antiloxoscélico. A vacinação anti-tetânica é indicada. O emprego do soro específico deve ser feito até 36 horas após o acidente.



Acidente por Latrodectus (Viúva-negra)

Os acidentes causados pelas aranhas do gênero Latrodectus, conhecidas popularmente por viúva-negra, aranha ampulheta ou flamenguinha, causam, além de dor intensa no local da picada, o doente pode ainda apresentar fraqueza, contraturas musculares generalizadas podendo levar à convulsões. O paciente deve ser removido para o hospital para tratamento.


O tratamento com o soro específico é obrigatório, embora este tipo de soro não esteja disponível no Brasil, devido ao pequeno número de acidentes.



Acidente por Pamphobeteus e Grammostola (Aranhas caranguejeiras)

As aranhas conhecidas popularmente por aranhas caranguejeiras não são venenosas. Sua importância médica está no fato delas poderem lançar pêlos que podem causar reações alérgicas em pessoas muito sensíveis, como coceira, mal-estar e tosse. O tratamento é feito à base de pomada, que deve ser indicada pelo médico.





ESCORPIÕES


Os escorpiões do gênero Tytius são os causadores vários acidentes. As principais espécies são o Tytius bahiensis (escorpião marrom), Tytius stigmurus e Tytius serrulatus (escorpião amarelo). Este último é atualmente o causador do maior número de mortes, principalmente quando pica crianças abaixo de 7 anos de idade. O quadro resume a classificação e o tratamento do escorpionismo.





LACRAIAS


As lacraias e centopéias, possuem corpo dividido em cabeça e tronco articulado, de formato achatado, permitindo fácil locomoção. Elas estão distribuídas por todo o mundo em regiões temperadas e tropicais. As lacraias que costumam provocar acidentes com maior frequência pertencem a três gêneros a saber: Cryptops, Otostigmus e Scolopendra.


Devido à dificuldade em coletar quantidades de veneno, pouco se conhece sobre o a ação do veneno nos organismos.


Na maioria das vezes o quadro clínico não provoca danos a saúde, causando apenas envenenamento local sem maiores consequências, caracterizado por dor local imediata e queimação, de intensidade variável, acompanhada ou não de inchaço e com evolução para necrose superficial. Sintomas gerais eventualmente podem estar presentes, como dores de cabeça, vômitos, ansiedade, pulso irregular, tonturas, etc.


O tratamento deve ser feito conforme os sintomas, e direcionado para o alívio da dor. Na dúvida, sempre procure um médico.





TATURANAS (LAGARTAS VENENOSAS)


Existem mais de 100 mil espécies de insetos distribuídos pelo planeta e são conhecidos na forma adulta como borboletas ou mariposas. As formas adultas raramente causam problemas ao homem, exceção a algumas epidemias de alergia. Os acidentes com as formas larvais do inseto (lagartas, taturanas) ocorrem quando há contato entre a pele e os pêlos da lagarta.


Acidentes com lagartas podem causar em alguns casos, coceira no local atingido, e também dor de leve a muito intensa. Outros sintomas que podem aparecer são: mal-estar, hematomas, febre, enjoo, vômitos, diarréia, dores de cabeça e outros. Em casos mais graves, dependendo da espécie da lagarta, pode ocorrer hemorragia e até mesmo a morte.


Caso ocorra contato com lagartas ou taturanas, sugerimos que procure um médico, para que ele possa avaliar a gravidade da situação e recomendar o tratamento necessário para evitar maiores complicações.


A três principais manifestações clínicas são as seguintes: dermatológicas, hemorrágicas e osteoarticulares.


As manifestações dermatológicas ocorrem muito frequentemente com as lagartas do gênero Megalopygae, embora acredita-se que todas as lagartas (Lonomia, Premolis) provocam lesão urticante na pele e mucosas após o contacto inicial. No momento do acidente o paciente sente dor de leve a muito intensa, acompanhada de eritema, lesões papulares e prurido. As flictenas e as vesículas podem formar-se 24 horas após o acidente com necrose superficial e hiperpigmentação.


Mal-estar, sensação febril, náuseas, vômitos, diarréia, lipotimia e outros sintomas podem aparecer. As manifestações hemorrágicas são causadas principalmente pelas lagartas do gênero Lonomia.


Estas quando em contato com a pele humana produzem queimaduras à semelhança de qualquer outra taturana. Entre 2 e 72 horas após o acidente aparecem hematomas, equimoses, hematúria, gengivorragia, cefaléia e palidez. Acredita-se que o veneno deste gênero tenha ação fibrinolítica e ação semelhante à coagulação intravascular disseminada. Existe consumo de fatores de coagulação e a insuficiência renal aguda aparece como complicação dos fenômenos hemorrágicos.


As manifestações osteoarticulares ocorrem principalmente nos seringueiros da região Amazônica que entram em contato com as lagartas do gênero Premolis.


A pararamose, assim popularmente denominada, é considerada doença profissional de natureza inflamatória causada pelo contato acidental com as cerdas destas lagartas. A reação cutânea inicial é semelhante ao das outras espécies de lagartas (dor, prurido e eritema). A exposição subsequente e continuada acaba por levar o paciente a uma artrite crônica deformante.


Finalizando, deve ser salientado que os acidentes por animais peçonhentos constituem emergência médica freqüente em nosso meio, requerendo tratamento adequado e imediato, evitando com isso que muitos doentes evoluam para o óbito.