Saúde

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CENTROS DE INFORMAÇÃO E ASSISTÊNCIA TOXICOLÓGICA


DOENÇAS




REDE NACIONAL DE CENTROS DE INFORMAÇÃO E ASSISTÊNCIA TOXICOLÓGICA - RENACIAT


Coordenação da Renaciat


Agência Nacional de Vigilância Sanitária

Responsável: Gerência-Geral de Monitoramento de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária

SIA Trecho 5, Área especial 57, bloco D, 1° andar

Brasília-DF - CEP: 71.205-050

Telefones: (61) 3462-5465/ 3462-5461

E-mail: ggmon@anvisa.gov.br


SINITOX/CICT/FIOCRUZ

Responsável: Rosany Bochner

End: Av. Brasil, 4365 - Prédio Biblioteca de Manguinhos, 2º andar, sala 206

Manguinhos

CEP: 21.040-900 Rio de Janeiro – RJ

Fone: (21) 3865-3247

Fax: (21) 22702668

www.sinitox.icict.fiocruz.br

E-mail: sinitox@icict.fiocruz.br





CENTROS DE INFORMAÇÃO E ASSISTÊNCIA TOXICOLÓGICA


Nota: As informações abaixo são oferecidas após verificação. No entanto, as trocas de números são comuns, e alguns podem estar desatualizados. Quando você encontrar algum número em desacordo, por favor, nos envie um e-mail comentando a respeito que tomaremos as providências para atualizá-lo.


AMAZONAS


- Centro de Informações Toxicológicas do Amazonas

Hospital Universitário Getúlio Vargas - Universidade Federal do Amazonas (Ufam)

Av. Apurinã, 4 - Praça 14 de Janeiro

CEP: 69020-170 - Manaus - AM

Telefone: (92) 3621-6502

Fax: (92) 3621-6532

E-mail: cit@ufam.edu.br




ARACAJU


- Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Sergipe

Hospital Governador João Alves Filho

Av. Tancredo Neves, s/n

Anexo, sala 704

CEP: 49000-000 - Aracaju - SE

Telefones: (79) 3259-3645/3216-2600, ramal 2677

E-mail: sescit@saude.se.gov.br




BAHIA


- Centro de Informações Antiveneno da Bahia (Ciave)

Hospital Geral Roberto Santos

Estrada do Saboeiro, s/n - Cabula

CEP: 41180-900 - Salvador - BA

Telefones: (71) 3387-3414/3387-4343

Fax: (71) 3387-3414

Atendimento: 0800-2844343

E-mail: ciave@saude.ba.gov.br

Site: www.ciave.hpg.com.br




CEARÁ


- Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Fortaleza

Instituto Dr. José Frota

Rua Barão do Rio Branco, 1816 - Centro

CEP: 60016-061 - Fortaleza - CE

Telefones: (85) 3255-5050/3255-5012

Fax: (85) 3255-5048

E-mail: ceatox@ijf.ce.gov.br




DISTRITO FEDERAL


- Centro de Informação e Assistência Toxicológica do Distrito Federal

Lacen/DF - SGAN - Quadra 601 - Lotes O e P

CEP: 70830-010 - Brasília - DF

Telefones: (61) 3225-6512/0800-6446774

E-mail: ciatdf@saude.gov.br




ESPÍRITO SANTO


- Centro de Atendimento Toxicológico do Espírito Santo (Toxcen-ES)

Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória

Alameda Mary Ubirajara, 205 - Santa Lúcia

CEP: 29056-030 – Vitória - ES

Telefone: (27) 3324-1566, ramal 218

Fax: (27) 3137-2406

Atendimento: 0800-2839904

E-mail: toxcen@saude.es.gov.br




GOIÁS


- Centro de Informações Toxicológicas do Estado do Goiás

Superintendência de Vigilância Sanitária

Av. Anhangüera, 5195 - Setor Coimbra

CEP: 74043-001 - Goiânia - GO

Telefones: (62) 3201-4113/3201-4141

Fax: (62) 3291-4350

Atendimento: 0800-6464350

E-mail: cit@visa.goias.gov.br

Site: www.visa.goias.gov.br




MATO GROSSO


- Centro de Informação Antiveneno de Mato Grosso

Hospital Municipal e Pronto Socorro de Cuiabá

Rua General Valle, 192 - Bandeirantes

CEP: 78010-100 - Cuiabá - MT

Telefone/Fax: (65) 3617-1700 (Hospital)

Telefone: (65) 3617-1715 (CIT)




MATO GROSSO DO SUL


- Centro de Informações Toxicológicas de Campo Grande

Hospital Regional do Mato Grosso do Sul Rosa Pedrossian

Av. Eng. Luthero Lopes, 36 - Aero Rancho V

CEP: 79084-180 - Campo Grande - MS

Telefones: (67) 3386-8655/3378-2558

Fax: (67) 3381-2996

E-mail: civitoxms@bol.com.br




MINAS GERAIS


- Serviço de Toxicologia de Minas Gerais

Hospital João XXIII

Av. Prof. Alfredo Balena, 400 - 1º andar - Santa Efigênia

CEP: 30130-100 - Belo Horizonte - MG

Telefones: (31) 3224-4000/3239-9308/3239-9224

Fax: (31) 3239-9260

E-mail: servitoxmg@hotmail.com




PARÁ


- Centro de Informações Toxicológicas de Belém

Hospital Universitário João de Barros Barreto - Universidade Federal do Pará (UFPa)

Rua dos Mundurucus, 4487 - Guamá

CEP: 66073-000 - Belém - PA

Telefones: (91) 3249-6370/3259-3748

Fax: (91) 3249-5365 (Diretoria)

Atendimento: 0800-7226001

E-mail: cithujbb@ufpa.br




PARAÍBA


- Centro de Atendimento Toxicológico de Campina Grande

Hospital Regional de Urgência e Emergência

Av. Floriano Peixoto, 1045

CEP: 58100-001 - Campina Grande - PB

Telefone: (83) 3310-9238



- Centro de Assistência Toxicológica da Paraíba

Hospital Universitário Lauro Wanderley

Cidade Universitária - Campus I

CEP: 58059-900 - João Pessoa - PB

Telefone: (83) 3216-7007/3224-6688

Fax: (83) 3216-6688

E-mail: ceatox@ccs.ufpb.br

Site: www.ufpb.br/ceatox




PARANÁ


- Centro de Assistência Toxicológica de Cascavel

Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP)

Av. Tancredo Neves, 3224 - Santo Onofre

CEP: 85806-470 - Cascavel - PR

Telefone: (45) 3226-6138, ramal 2261

Fax: (45) 3220-3213

Atendimento: 0800-6451148



- Centro de Informações Toxicológicas de Curitiba

Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Rua General Carneiro, 181 - Centro

CEP: 80060-900 - Curitiba - PR

Telefones: (41) 3264-8290/3363-7820

Fax: (41) 3360-1800, ramal 6619

Atendimento: 0800-410148

E-mail: entres@terra.com.br



- Centro de Controle de Intoxicações de Londrina

Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná - Universidade Estadual de Londrina

Av. Robert Koch, 60 - Vila Operária

CEP: 86038-440 - Londrina - PR

Telefones: (43) 3371-2244/3371-2668/3371-2669

Fax: (43) 3371-2422

E-mail: cci@uel.br



- Centro de Controle de Intoxicação de Maringá

Hospital Universitário Regional de Maringá

Av. Mandacaru, 1590

CEP: 87083-240 - Maringá - PR

Telefones: (44) 2101-9127/2101-9431

Telefone/Fax: (44) 3262-1131

E-mail: sec-cci@uem.br




PERNAMBUCO


- Centro de Assistência Toxicológica de Pernambuco

Hospital da Restauração - 1º andar

Av. Agamenon Magalhães, s/n - Derby

CEP: 52010-903 - Recife - PE

Telefone: (81) 3421-5444, ramal 151 (Hospital)

Fax: (81) 3421-5927/3423-8263




RIO DE JANEIRO


- Centro de Controle de Intoxicações de Niterói

Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP) - Universidade Federal Fluminense

Rua Marquês de Para-ná, 303 - Prédio da Emergência do HUAP - 2º andar - Centro

CEP: 24033-900 - Niterói - RJ

Telefones: (21) 2717-0148/2717-0521

Fax: (21) 2717-9783

E-mail: ccin@huap.uff.br



- Centro de Informação e Assistência Toxicológica do Rio de Janeiro

Hospital Universitário Clementino Fraga Filho – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Av. Brigadeiro Trompovsky, s/n - 8º andar, sala E-01 - Ilha do Fundão - Cidade Universitária

CEP: 21941-590 - Rio de Janeiro - RJ

Telefone: (21) 2573-3244

Fax: (21) 2573-7079

E-mail: intox_rj@hucff.ufrj.br




RIO GRANDE DO NORTE


- Centro de Informação Toxicológica de Natal

Hospital Giselda Trigueiro

Rua Cônego Montes, 110 - Quintas

CEP: 59037-170 - Natal - RN

Telefone: (84) 3232-7969

Fax: (84) 3232-7909

E-mail: cithgt@rn.gov.br




RIO GRANDE DO SUL


- Centro de Informação Toxicológica do Rio Grande do Sul

Rua Domingos Crescêncio, 132 - 8º andar - Santana

CEP: 90650-090 - Porto Alegre - RS

Telefone: (51) 2139-9200

Fax: (51) 2139-9201

Atendimento: 0800-780200

E-mail: cit@fepps.rs.gov.br

Site: www.cit.rs.gov.br




SANTA CATARINA


- Centro de Informações Toxicológicas de Santa Catarina

Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Campus Universitário da UFSC - Trindade

CEP: 88040-970 - Florianópolis - SC

Telefones: (48) 3331-9535/3331-9173

Fax: (48) 3331-9083

Atendimento: 0800-6435252

E-mail: cit@reitoria.ufsc.br




SÃO PAULO


- Centro de Assistência Toxicológica de Botucatu

Instituto de Biociências da Unesp

Campus de Botucatu - Rubião Júnior

CEP: 18618-000 - Botucatu - SP

Telefones: (14) 3815-3048/3811-6017/3811-6034

Fax: (14) 6822-1385

E-mail: ceatox@ibb.unesp.br

Site: www.ibb.unesp.br



- Centro de Controle de Intoxicações de Campinas

Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

Rua Vital Brasil, 251 - Cidade Universitária Zeferino Vaz

CEP: 13083-888 - Campinas - SP

Telefones: (19) 3788-7555/3788-6700 (atendimento 24 horas), 3788-7573 (supervisão), 3788-7373 (laboratório)

Fax: (19) 3788-7232

E-mail: cci@fcm.unicamp.br



- Centro de Assistência Toxicológica de Marília

Rua Aziz Atalah, s/n

CEP: 17500-000 - Marília - SP

Telefones: (14) 3433-8795/3421-1744, ramal 1008

Fax: (14) 3433-1888/3422-5457

E-mail: ceatox@famema.br



- Centro de Assistência Toxicológica de Presidente Prudente

Hospital Estadual Odilo Antunes Siqueira

Av. Cel. José Soares Marcondes, 3758 - Jardim Bongiovani

CEP: 19050-230 - Presidente Prudente - SP

Telefone/Fax: (18) 3231-4422

Telefones: (18) 3229-1500 (Plantão), (18) 9771-2286

E-mail: ceatox@apec.unoeste.br

Site: www.unoeste.br/ceatox



- Centro de Controle de Intoxicações de Ribeirão Preto

Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP

Rua Bernardino de Campos, 1000 - Higienópolis

CEP: 14015-130 - Ribeirão Preto - SP

Telefones: (16) 3602-1000/3602-1190

Fax: (16) 3610-1375

E-mail: citrp@hcrp.fmrp.usp.br



- Centro de Controle de Intoxicações de Santos

Hospital Guilherme Álvaro

Rua Dr. Oswaldo Cruz, 197 - Sala 112 - Boqueirão

CEP: 11045-101 - Santos - SP

Telefone: (13) 3222-2878

Fax: (13) 3222-2654

E-mail: cci.santos@gmail.com



- Centro de Assistência Toxicológica de São José do Rio Preto

Hospital de Base - Fundação Faculdade Regional de Medicina de São José do Rio Preto (Funfarme)

Av. Brigadeiro Faria Lima, 5416 - Vila São Pedro

CEP: 15090-000 - São José do Rio Preto - SP

Telefone: (17) 3201-5000, ramal 1380

Fax: (17) 3201-5000, ramal 1560

E-mail: ceatox.hbase@famep.br



- Centro de Controle de Intoxicações de São José dos Campos

Hospital Municipal Dr. José de Carvalho Florence

Rua Saigiro Nakamura, 800 - Vila Industrial

CEP: 12220-280 - São José dos Campos - SP

Telefone: (12) 3901-3400, ramais 3431/3449

Fax: (12) 3912-1232

E-mail: hmjcf@iconet.com.br



- Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo

Hospital Municipal Dr. Artur Ribeiro de Saboya

Av. Francisco de Paula Quintanilha Ribeiro, 860 - 4º andar - Jabaquara

CEP: 04330-020 - São Paulo - SP

Telefones: (11) 5012-2399/5012-5311

Fax: (11) 5012-2399

Atendimento: 0800-7713733

E-mail: smscci@prefeitura.sp.gov.br



- Centro de Assistência Toxicológica - Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP)

Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 647 - 2º andar - Cerqueira César

CEP: 05403-901 - São Paulo - SP

Telefone: (11) 3069-8571

Fax: (11) 3069-8800

Atendimento: 0800-148110

E-mail: ceatox@icr.hcnet.usp.br

Site: www.icr.hcnet.usp.br/ceatox



- Instituto Butantan

Hospital Vital Brazil

Av. Vital Brasil, 1500

CEP: 05503-900 – São Paulo - SP

Telefones: (11) 3726-7222/3726-7962, ramais 2000/2002

Fax: (11) 3726-1505

E-mail: hospital@butantan.gov.br

Site: www.butantan.gov.br



- Centro de Controle de Intoxicações de Taubaté

Hospital Universitário de Taubaté - Fundação Universitária de Saúde de Taubaté (Fust)

Av. Granadeiro Guimarães, 270 - Centro

CEP: 12020-130 - Taubaté - SP

Telefones: (12) 3632-6565/3625-7500

Fax: (12) 3232-6565





DOENÇAS


Clique no nome da doença para facilitar sua busca:


- BRUCELOSE

- CRIPTOCOCOSE

- DENGUE

- DOENÇA DE LYME

- FEBRE AMARELA

- FEBRE POR MORDEDURA

- FILARIOSE

- HANTAVIROSE

- LEPTOSPIROSE

- LEISHMANIOSE

- MALÁRIA

- ONCOCERCOSE

- PESTE BUBÔNICA

- PSITACOSE

- SALMONELOSE

- RAIVA

- TOXOPLASMOSE



BRUCELOSE


A Brucelose é uma doença infecto-contagiosa, incurável, causada pela bactéria Brucella sp.. Os principais portadores da brucelose são os bovinos, cães, gatos, suínos, eqüinos, caprinos e ovinos, e todos podem transmitir a doença ao homem. A melhor maneira de prevenção é através da vacinação dos animais.


A transmissão para o homem geralmente ocorre através da manipulação com animais contaminados ou da ingestão de produtos que estejam contaminados. Os principais sintomas da doença são: febre contínua, dores de cabeça, abdominais e nas articulações, fraqueza, calafrio, perda de peso, entre outros.


Caso apareça estes sintomas o paciente deve, imediatamente, procurar um médico.




CRIPTOCOCOSE


A criptococose é uma micose, ocasionada pelo Cryptococcus neoformans, que atinge com mais freqüência os pulmões e o sistema nervososo central. Causa infecção no pulmão, rins, próstata, ossos ou fígado, demonstrando poucos sintomas localizados. Na pele podem aparecer lesões, tais como úlceras ou tumores subcutâneos. Provavelmente a forma de contaminação se dá pela inalação dos fungos contidos nas fezes de pombos e o contágio não acontece de pessoa para pessoa. Os pombos não são contagiados pelo fungo. Apesar do Cryptococcus neoformans ser encontrado com grande freqüência no ambiente, esta doença não é comum, ocorrendo casos esporádicos em todas as partes do mundo. Sugere-se que o homem possua uma resistência considerável a este fungo. No entanto, todas as raças são susceptíveis, e a probabilidade de um homem adulto adquirir a doença é duas vezes maior que nas mulheres. Cães, gatos, cavalos, vacas, macacos e outros animais também podem adquirir a doença.


Uma vez detectada a doença, o serviço de saúde pública deve ser imediatamente alertado. O paciente não necessita ficar isolado e os locais por ele utilizados devem ser investigados, principalmente ambientes com acúmulo de fezes de pombos tais como parapeitos de janelas, ninhos de pombos e aviários.


A criptococose é uma infecção oportunista em pacientes com AIDS e se não tratada pode levar à morte.




DENGUE


O dengue é uma doença transmitida pelo mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. A doença é acometida de febre aguda que se caracteriza por um início repentino, permanecendo por 5 a 7 dias. O doente apresenta dor de cabeça intensa, dores nas articulações e musculares, seguidas de erupções cutâneas 3 a 4 dias depois. Surge sob a forma de grandes epidemias, com grande número de casos.


Existem quatro tipos diferentes de sorotipos do vírus do dengue, denominados dengue 1, 2, 3 e 4. Algumas manifestações do dengue são hemorrágicas, isto é, o paciente apresenta hemorragia severa e choque. Nestes casos, após um período de febre, o estado do paciente piora repentinamente, com sinais de insuficiência circulatória, apresentando pele manchada e fria, lábios azulados e, em casos graves, diminuição da pressão do pulso. Instala-se então uma síndrome de choque do dengue podendo levar o paciente ao óbito. Os casos de dengue hemorrágico ocorrem mais freqüentemente quando o paciente é acometido pela segunda vez da doença, mas com exposição a diferentes sorotipos da doença.




DOENÇA DE LYME


Causada pela Borrelia burgdorferi latu sensu, é a mais importante doença transmitida por carrapatos nos Estados Unidos, sendo os principais vetores os carrapatos do gênero Ixodes. Também ocorre em cães, gatos, equídeos, bovinos e em grande número de espécies de animais silvestres e aves. No Brasil já existe caso de Doença de Lyme like. Já foram identificados casos no Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Manaus.


É uma doença de evolução complexa, podendo envolver alterações dermatológicas, neurológicas, cardíacas e articulares. Os sintomas podem ser divididos em três estágios:


Vermelhidão no local da picada pelo artrópode (70% pessoas infectadas). Outros sintomas podem ou não ocorrer: febre, dor muscular, dor de cabeça;

Alterações neurológicas e cardíacas (semanas ou meses após a primeira fase) – meningite, neuropatias e miocardite;

Aparecimento de artrites.




FEBRE AMARELA


O mosquito do dengue Aedes aegypti também é responsável pela transmissão de um vírus chamado flavivirus que causa a febre amarela. No Brasil, a doença é endêmica nos Estados de Roraima, Amazonas, Pará, Maranhão, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e no território do Amapá.


Os sintomas da febre amarela são mal estar e febre alta. Estando com estes sintomas, o paciente deve procurar imediatamente um médico pois a doença evolui rapidamente para náuseas, vômitos, hemorragias na boca, nariz e no aparelho digestivo, além da pele ficar com um tom amarelado (icterícia). A doença provoca lesões graves nos rins e fígado e pode levar a morte.


Quem viaja para regiões onde a doença é endêmica deve tomar vacina dez dias antes do embarque. A validade da vacina contra a febre amarela é de dez anos e ela pode ser encontrada gratuitamente nos postos de saúde.




FEBRE POR MORDEDURA


A febre por mordedura é uma doença com representatividade expressiva, principalmente em locais de baixo nível sanitário e cultural.


Apesar do ataque por roedores não constituir comportamento típico do grupo, existem situações de ocorrência.


É comum, por exemplo, o roedor atacar o Homem, por sentir-se atraído por resíduos e secreções de ferimentos ou por restos de alimentos aderidos ao corpo humano, devido à falta de higienização adequada.


Uma situação típica e de relativa frequência, com casos relatados, é representada pelo ataque de roedores a bebês nos berços. Na verdade, o animal é atraído por restos de leite nos cantos das bocas dos bebês e estes, ao sentirem algo estranho se mexem, provocando o ataque do roedor, que se sente ameaçado.


Mendigos e pessoas alcoolizadas caídas nas ruas também tornam-se alvo deste ataque.


Enfermos imobilizados com higiene precária podem ser vítimas do ataque de roedores, que podem embrenhar-se pelas roupas, gessos, causando sérios agravos.


A mordedura pode trazer como cosequências , infecções secundárias e, até mesmo, tétano.


A higienização e desinfecção da área da mordedura, bem como a vacinação anti- tetânica são recomendadas.


Como prevenção, a conduta simples e eficaz é a adoção de medidas sanitárias do ambiente, humanas e de rativedação e controle programado de roedores.


O texto de Febre por Mordedura foi publicado com autorização da Bióloga Lucy Ramos Figueiredo.




FILARIOSE


A infecção causada pela presença do verme (helminto) Wuchereria bancrofti é denominada filariose ou elefantíase.


Grande parte da população infectada não apresenta qualquer sintomatologia clínica, passando, muitas vezes, a doença despercebida. Alguns pacientes apresentam sintomas leves, porém outros mostram deformações consideráveis que podem atingir gânglios e membros.


As formas adultas do verme são encontradas nos vasos linfáticos, induzindo a distorções, disfunções e inflamação do sistema linfático. Alojam-se, muitas vezes, no escroto causando graves deformações. A elefantíase, um aumento considerável e dor do órgão ou membro afetado, é um sinal clássico do estágio final da doença. Os vermes adultos vivem de 4-6 anos, dando origem a milhões de formas larvais, denominadas microfilarias, que circulam nos vasos linfáticos e sangue, de onde podem ser retirados pelos mosquitos e transmitidos a outras pessoas.


A doença é transmitida por várias espécies de mosquitos. No Brasil, a espécie Culex quinquefasciatus é o principal vetor. Esta espécie suga o sangue durante a noite e sua distribuição restringe-se a alguns Estados. Dentre as regiões que ainda apresentam ocorrência da doença listam-se: Recife, Jaboatão e Olinda (em Pernambuco) e em Maceió (Alagoas).




HANTAVIROSE


A hantavirose é uma doença causada por um grupo de vírus (RNA) pertencente ao gênero Hantavirus da família Bunyaviridae, a mesma do vírus ebola. As autoridades sanitária tem alertado para o risco de surto de hantavirose, com características infecciosas sérias, tendo como vetor os roedores urbanos e podendo levar a morte em poucas horas após o contágio. A transmissão está atualmente associada principalmente a ratazana (Rattus norvegicus). Algumas cidades na zona rural já tiveram casos fatais confirmados. A Organização Mundial da Saúde em levantamento realizado confirmou a existência de mais de 300 casos, desde 1993, nas Américas (Estados Unidos, Canadá, México, Bolívia, Chile, Paraguai, Peru, Brasil, Uruguai e Argentina). Os roedores podem se infectar com a virose sem que sejam acometidos pela doença, disseminando o vírus em suas fezes, urina e saliva. O ser humano pode se contaminar ao inalar partículas de saliva ou fezes dessecadas, misturadas ao ar que respira. A ingestão de alimentos contaminados e mordeduras também podem transmitir a virose. São estes aspectos que tornam um sério problema de Saúde Pública a presença de grandes populações de ratos em nossas cidades, acrescentando ainda a estes fatores o hábito dos roedores conviverem no mesmo ambiente que o homem.


Medidas Preventivas:

Controle da população de roedores.

Eliminar abrigos e fontes de alimentos e água para o roedores.

Evitar ambientes frequentados por roedores.

Antes de ocupar ambientes fechados, faça o arejamento do local. Se houver a presença ou sinais destes animais não utilize o local.

A limpeza em um local frequentado por roedores deve ser realizada com detergente, álcool ou solução de hipoclorito a 1,0%.

Na limpeza do local utilizar aventais, máscara para partículas sólidas e luvas descartáveis.

Controlar a população de roedores no local infestado e remover os mortos com uma luva.

Enterrar ou queimar os roedores mortos.

Manter o controle da vegetação ao redor da estrutura.

Evitar o acúmulo de materiais próximos a estrutura.




LEPTOSPIROSE


A leptospirose é uma doença febril causada por bactéria do gênero Leptospira com duas espécies importantes: Leptospira interrogans e Leptospira biflexa. No ciclo epidemiológico desta doença os roedores ocupam papel importante. Ocorre com maior frequência nos grandes centros urbanos. No período das chuvas associadas as enchentes e a grande população de ratos (Rattus rattus e Rattus norvegicus) nessas grandes cidades, ocorre a maior incidência dos casos de leptospirose. A leptospirose humana apresenta quadro clínico polimórfico, desde forma gripal, meningítica, encefalítica, pulmonar até a forma icterohemorrágica, considerada a mais grave, com insuficiência renal aguda, hepática e sangramentos. Algumas formas desta doença às vezes não são diagnosticadas e acabam tendo evolução para a morte, dificultando o levantamento da dimensão da leptospirose humana e animal, no Brasil.


Medidas Preventivas para Animais Domésticos:

Controle dos roedores.

Isolamentos dos doentes.

Evitar poços de água que possam estar contaminados.

Evitar que animais domésticos ingiram alimentos e água suspeitos de contaminação.

Limpar e desinfetar canis.

Vacinar os cães anualmente contra leptospirose.

Visita periódica ao Médico-Veterinário.


Medidas Preventivas para o Homem:

Evitar contato com águas de enchente e utilizar botas de borracha em locais alagados.

Proibir pessoas de nadarem ou lavarem roupas em águas suspeitas de contaminação.

Controlar os roedores, além de proteger alimentos e reservatórios de água.

Não utilizar água de poço inundado.

Prevenção em locais de grupos de risco: trabalhadores que atuam na limpeza de esgotos, córregos e demais áreas sujeitas a contaminação, como lavouras irrigadas.

Proteger os reservatórios de água.




LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA


Transmitida pelo inseto vetor do gênero Lutzomyia, cuja fêmea pica um mamífero parasitado (animal) e ingere, juntamente com o sangue, os protozoários da leishmaniose (Leishmania braziliensis braziliensis). Esta transmite ao homem a doença inoculando as formas do parasita. O paciente infectado pode apresentar a forma benigna ou maligna da doença. Na forma benigna aparece uma lesão no local da picada com os bordos salientes. Na forma maligna ocorre a lesão primária e a lesão secundária. Nestes casos podem haver um comprometimento maior de grandes áreas de pele formando nódulos, pápulas ou crostas que podem vir a deformar o paciente.




MALÁRIA


A malária é um dos problemas mais sérios e complexos de saúde enfrentados pela humanidade no século 20. Aproximadamente 300 milhões de pessoas no mundo foram infectadas pela doença e aproximadamente 1 a 1,5 milhões de pessoas morrem a cada ano. A doença restringe-se atualmente a alguns países da África, Ásia e América Latina. O problema é agravado pela falta de estrutura na saúde e pelas condições socioeconômicas menos favorecidas. A situação piorou nos últimos anos, pois houve aumento na resistência dos parasitas às drogas normalmente utilizadas para seu controle.


A Malária é causada por um protozoário do gênero Plasmodium. Quatro espécies de Plasmodium podem ocasionar a doença em suas várias formas: Plasmodium falciparum, Plasmodium vivax, Plasmodium ovale e Plasmodium malaria. P. falciparum é a forma mais disseminada e perigosa das quatro. Quando não tratada pode levar a uma forma fatal de malária cerebral.


Os parasitas são transmitidos de uma pessoa para outra pela fêmea de três espécies do mosquito do gênero Anopheles. As fêmeas possuem hábito crepuscular e noturno, e depositam seus ovos em ambientes naturais onde empoçam água.




ONCOCERCOSE


A oncocercose é uma doença parasitária crônica causada por um verme (nematodo) chamado Onchocerca volvulus, transmitido por várias espécies do gênero Simulium (borrachudos). As principais manifestações são a presença de nódulos subcutâneos, lesões dermatológicas e secreções oculares que podem levar a cegueira. No Brasil a doença está restrita na área dos Yanomamis, que habitam os Estados de Roraima e Amazonas, onde vivem mais de dez mil índios.




PESTE BUBÔNICA


A peste bubônica é uma doença epidêmica, contagiosa, causada pela bactéria Yersinia pestis, sendo, quase sempre, fatal. Esta doença é transmitida de pessoa para pessoa ou pela picada de pulgas provindas de um hospedeiro infectado, principalmente o rato. A doença é caracterizada por febre, calafrios, vômito, diarréia e a ocorrência de nódulos linfáticos inchados. Ocorrem ainda hemorragias internas que formam hematomas sob a pele do paciente, deixando-a enegrecida.



PSITACOSE


A psitacose é uma doença infecciosa generalizada, ocasionada por um vírus denominado Chlamydia psittaci, que causa dores de cabeça, febre alta (40oC), calafrios, pulso lento e letargia. Casos letais são raros. A transmissão se dá pela inalação do vírus presente em fezes de aves contaminadas, tais como, papagaios, periquitos, pombos, perus e frangos. No entanto, a transmissão por aves não psitacídeos (periquitos e papagaios) é mais problemática e é uma fonte contínua de infecção humana. A transmissão do homem para o homem é rara mas pode ocorrer.


Como prevenção sugere-se quarentena e administração de tetraciclina a todos os psitacídeos importados. Deve-se ainda impedir o acesso de pombos nos parapeitos de janelas, telhados, etc.




SALMONELOSE


Doença de origem gastrointestinal aguda, causada pelo consumo de água e/ou alimentos contaminados por microorganismos do grupo das Salmonella.


Os roedores desempenham um importante papel na transmissão desta toxinfecção, sendo reservatório de diversas linhagens desta bactéria.


A transmissão é facilitada pelas características comportamentais dos roedores, que frequentam áreas sujas, como esgoto e lixo, deslocando-se para áreas domissanitárias, onde contaminam alimentos e utensílios do Homem.


Esta bactéria patogênica pode ser eliminada pelas fezes ou pode ser carreada passivamente por estruturas corporais do animal ( pelame, patas).


A estratégia adequada de prevenção da salmonelose requer a adoção de medidas preventivas quanto ao bom acondicionamento dos alimentos, implementação do saneamento básico e saneamento predial, Boas Práticas de Fabricação e a execu;cão de um programa de controle de roedores.


O texto de Salmonelose foi publicado com autorização da Bióloga Lucy Ramos Figueiredo.




RAIVA


A raiva é uma doença que acomete mamíferos, e que pode ser transmitida aos homens, sendo portanto, uma zoonose. É causada por um vírus mortal, tanto para os homens quanto para os animais. Em alguns países desenvolvidos, a raiva humana está erradicada e a raiva nos animais domésticos está controlada, mas ainda é efetuada vigilância epidemiológica em função dos animais silvestres.


Descrição da raiva:

- É uma zoonose causada por vírus;

- Envolve o sistema nervoso central, levando ao óbito após curta evolução da doença;

- Todos os animais mamíferos são suscetíveis à doença;

- A imunidade nos animais pode ser adquirida através da vacinação.


Modos de transmissão:

A transmissão ocorre quando o vírus da raiva existente na saliva do animal infectado penetra no organismo, através da pele ou mucosas, por mordedura, arranhadura ou lambedura, mesmo não existindo necessariamente agressão.


No Brasil, o principal animal que transmite a raiva ao homem é o cão. O morcego hematófago é um importante transmissor da raiva, pois pode infectar bovinos, eqüinos e morcegos de outras espécies. Todos estes animais podem transmitir a raiva para o homem.


A fonte de infecção é o animal infectado pelo vírus da raiva. Em espaços urbanos, o principal transmissor é o cão, seguido do gato. Em espaços rurais é o morcego. Animais silvestres são os reservatórios naturais do vírus, propiciando a contaminação de animais domésticos. 


Evite:

- Tocar em animais estranhos, feridos e doentes.

- Perturbar animais quando estiverem comendo, bebendo ou dormindo.

- Separar animais que estejam brigando.

- Entrar em grutas ou furnas e tocar em qualquer tipo de morcego (vivo ou morto).

- Criar animais silvestres ou tirá-los de seu habitat natural.


O que fazer quando agredido por um animal, mesmo se ele estiver vacinado contra a raiva?

- Lavar imediatamente o ferimento com água e sabão.

- Procurar com urgência o Serviço de Saúde mais próximo.

- Não matar o animal, e sim deixá-lo em observação durante 10 dias, para que se possa identificar qualquer sinal indicativo da raiva.

- O animal deverá receber água e alimentação normalmente, num local seguro, para que não possa fugir ou atacar outras pessoas ou animais.

- Se o animal adoecer, morrer, desaparecer ou mudar de comportamento, voltar imediatamente ao Serviço de Saúde.

- Nunca interromper o tratamento preventivo sem ordens médicas.

- Quando um animal apresentar comportamento diferente, mesmo que ele não tenha agredido ninguém, não o mate e procure o Serviço de Saúde.


Fonte: Instituto Pasteur




TOXOPLASMOSE


A toxoplasmose é ocasionada por um protozoário, o Toxoplasma gondii, responsável por sintomas tais como dores musculares e um quadro de febre semelhante a gripe forte, porém, muitas vezes é assintomática. É uma doença importante para pessoas imunodeficientes e para o feto, que pode vir a morrer, ficar cego ou apresentar lesões cerebrais, caso a mãe contraia a infecção nos primeiros meses gestacionais. Em geral a doença é de evolução benigna,mas pode ser grave e ocasionar a morte, especialmente aos imunodeprimidos. A ocorrência da toxoplasmose é mundial e ataca tanto animais quanto o homem. Apesar da doença ser comprovadamente transmitida pelos gatos que liberam uma forma do protozoário (oocisto) nas fezes, especula-se que existam outras formas de contaminação, tais como a ingestão de carne mal cozida ou crua. Pombos, cães, porcos, carneiros, roedores entre outros animais parecem ser hospedeiros intermediários do Toxoplasma gondii.


Como medida de prevenção da doença sugere-se evitar contato com fezes de gatos e outros animais, bem como fezes de pombos e cozinhar bem a carne antes de ingerí-la.