Destaques


05/08/2020 - Sorte em dobro: inseto raro, esperança cor-de-rosa é fotografada em Minas Gerais.




Se encontrar uma esperança — animal de coloração verde que pertence à ordem Orthoptera, a mesma de gafanhotos e grilos é popularmente visto como um sinal de boa sorte —, imagine então, se deparar com este inseto com uma coloração cor-de-rosa, uma condição rara, que parece ocorrer a cada 500 nascimentos do bichinho? Foi o que ocorreu com a fotógrafa e estudante de medicina, Gabriele Cordeiro, na cidade mineira de Santa Maria do Suaçuí, no Vale do Rio Doce.


Além de achar a esperança cor-de-rosa, a jovem conseguiu capturar o encontro e publicar em suas redes sociais. Ela conta que o hobby de fotografar insetos surgiu durante a pandemia e, que mesmo registrando uma grande diversidade de animais, o encontro com a esperança conseguiu ser ainda mais surpreendente.


“Sempre procuro insetos para fotografar porque é algo que tem me feito bem na quarentena e, por causa da grande diversidade, é comum encontrar espécies que eu nunca havia visto antes. Porém, dessa vez foi diferente. Percebi que a coloração dela era fora do habitual, mas pensei que poderia ser algo novo apenas para mim. Achei ela lindíssima. Fiquei super empolgada em ter visto algo tão bonito, mas ainda assim não fazia ideia de que era tão raro”, contou.


Gabriele afirma que depois das fotos, ficou curiosa com o fato e decidiu pesquisar sobre o animal que havia visto. Foi então que ela descobriu que se tratava de uma condição rara.


Originalmente, insetos precisam ficar camuflados para se esconderem de seus predadores. É o caso das esperanças, que graças à sua aparência, que lembra uma folha, passam praticamente despercebidas em meio à vegetação. No entanto, segundo a bióloga Karlla Patrícia, doutora em biologia pela UFRJ e administradora do site Diário de Biologia, este animal está sujeito a uma condição genética chamada de “eritrismo”.


Considerada uma anomalia muito rara, o eritrismo deixa a pigmentação de pelos, pele, penas ou ovos avermelhada. Essa mutação pouco estudada pela ciência só foi observada pelos cientistas depois de 1887.


O clique da jovem é ainda mais impressionante se levados em conta outros fatores, como o fato de que esses insetos têm hábito de vida noturno e passam o dia quase todo imóveis. Além disso, a bióloga explica que levando em conta o fato de que a cor “pink” não é a melhor camuflagem, a anomalia pode resultar em morte prematura, pois é muito fácil localizar uma esperança cor-de-rosa no meio das folhas verdes. É ou não é, um encontro auspicioso?!



Compartilhe no    Compartilhe este destaque no Whatsapp Compartilhe este destaque no Twitter Compartilhe este destaque no Facebook