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10/03/2004 - Formigas e congestionamento de trânsito




As formigas, assim como as pessoas, ficam estressadas quando se deparam com um engarrafamento no trânsito, sugere uma nova pesquisa publicada na revista Nature no dia 04 de março/04.


O artigo relata que quando ocorre um congestionamento na trilha das formigas elas começam a empurrar umas as outras, fazendo com que algumas operárias utilizem rotas alternativas. Tal descoberta poderá auxiliar os pesquisadores a desenhar novos algoritmos para nortear o trânsito nas cidades.


Quando uma operária de formiga encontra uma fonte de alimento, ela deixa uma trilha de odor no local e retorna ao ninho, de forma que as operárias que venham logo a seguir, encontrem facilmente a comida.


Quando várias formigas iniciam a caminhada na trilha, o cheiro torna-se mais forte e fica mais fácil para as operárias encontrarem o caminho.


Audrey Dussutour e seus colegas do Centro de Pesquisa de Conhecimento Animal em Toulouse, na França desenvolveram um experimento para investigar como uma superpopulação afetaria o comportamento animal. O grupo ofereceu alimento adocicado para uma determinada espécie de formiga que era separado de seu ninho por uma ponte que permitia a formação de duas carreiras de formigas.


Quando os dois caminhos ultrapassavam 10 mm de largura, as formigas andavam pela trilha menos congestionada.


Os cientistas então estreitaram as duas trilhas para aumentar o congestionamento. De acordo com a pesquisa, quando as trilhas estavam com 6 milímetros de largura ou menos, as formigas começaram a utilizar ambas as trilhas igualmente, isto é, uma trilha que ia e outra que vinha, de forma que em uma iam as formigas para coletar o alimento e em outra voltavam as formigas com o alimento.


Os pesquisadores demonstraram a capacidade que as formigas têm em manter um fluxo desejável pela geração de um tráfego simétrico. A capacidade que elas têm em reordenar sua trilha em vez de desistir de percorrer uma trilha congestionada faz com que estes insetos mantenham uma taxa ótima de retorno de alimento para dentro da colônia.




Fonte: Scientific América – Março/2004



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